Toda história tem um começo, meio e fim. Após
quatro anos de muito estudo, trabalhos e dedicação chegou o grande dia, a
formatura. O leitor que acompanhou o primeiro post do Robin Hood de Saia:E tudo tem um início, em julho de 2011, sabe como começou essa história.
No decorrer de cada postagem foi possível conhecer um pouco mais sobre mim,
meus trabalhos e a minha história junto ao jornalismo. Hoje, finalizo essa
trajetória com um dos dias mais marcantes de minha vida.
Posso dizer, que nada disso seria possível sem os
meus alicerces mais fortes, resistentes e inquebráveis: meus pais. A viagem
para Ribeirão Preto, o dia em que eles me deixaram e foram embora chorando durante
as três horas de viagem, as visitas rápidas e cansativas, as madrugadas me
esperando na rodoviária... Enfim, não foi fácil, mas vejo tudo isso como uma
grande superação familiar e que resultou em uma grande conquista.
Dezenas de nomes foram importantes nessa
trajetória, impossível citar aqui todo mundo: namorado (que aguentou o namoro à
distância por quatro anos e sempre me apoiou), amigos, colegas de trabalho,
professores etc. Só posso afirmar que sou eternamente grata por todo o apoio e
incentivo que recebi de todos os lados. Veja abaixo, um resumo desse pequeno
texto em imagens. O Robin Hood de Saia
não acaba aqui, porém agora ele entra em uma nova etapa. Aguarde!
Essas fotos foram tiradas em setembro de 2012, últimos meses de faculdade, para compor os futuros álbuns de formatura
A minha colação de grau oficial aconteceu em 23 de janeiro de 2013. Eu antecipei o juramento para o diploma chegar mais rápido e ser possível tirar o registro de jornalista: MTB, pois eu já estava trabalhando na área. O juramento foi feito diante da coordenadora do curso de jornalismo, Flavia Martelli, e das minhas amigas Lais e Larissa Costa
A colação de grau junto com a minha turma de formandos aconteceu no dia 28 de fevereiro de 2013.
E exatamente um mês depois, no dia 28 de março de 2013, já estava nas minhas mãos o tão esperado: diploma
Entre 2009 e 2012, pude participar de muitas
experiências interessantes relacionadas com a área que escolhi estudar por
quatro anos e trabalhar para toda a vida: comunicação. Essa será a penúltima
publicação do período em que estive na faculdade. A última será o dia tão
aguardado, a formatura. Agora, o leitor verá um resumo de muitas atividades das
quais participei. Obrigada a todos que acompanharam o blog Robin Hood de Saia até aqui.
Palestra do jornalista Carlos Nascimento, promovida pela ABAG-Associação Brasileira do Agronegócio
Almoço promovido pela ABAG. Da esquerda para direita: Flavio Coelho, Bruno Silva, Nathalia Coelho e Bruna Zanuto
Palestra da jornalista Andrea Berzotti, promovida pelo grupo "5Comunicação", formado por Bruna Zanuto, Célia Santos, Flavio Coelho, Larissa Costa e Leandro Martins
Aula de Radiojornalismo
Redação da revista Vida Urbana
Participação da Semana de Comunicação da Unaerp 2011. Na foto: Leandro Martins e Bruna Zanuto
Jornal A Cidade, de Ribeirão Preto. Participação do Festival do Minuto, no Teatro Bassano Vaccarini
Jornalista Caco Barcellos, no evento Diálogos Universitários, promovido pela USP-Ribeirão Preto
2012 foi o meu último ano de faculdade. E posso
dizer que foi o ano em que mais produzimos e estivemos mergulhados no universo
jornalístico. Foram viagens, palestras, semanas de comunicação etc. Um dos
nossos principais trabalhos neste período foi a cobertura do Programa de
Informação Profissional (PIP), realizado anualmente da Unaerp. O PIP consiste
em uma feira interativa de profissões, em que a Unaerp realiza simulações de
cada profissão, além de oferecer plantão de dúvidas e orientação vocacional.
Bom, no PIP 2012, as professoras de Telejornalismo,
Cris Dias e Flavia Martelli, convidaram alguns alunos do 4ª ano para fazer a
cobertura do evento, entrevistar os professores e alunos de cada uma das salas
que estavam recepcionando os futuros alunos. Eu, Francieli Spadari, João
Valdevite, Larissa Costa, Lucas Moreira e Mari Nabor fomos os repórteres dessa
edição. As entrevistas foram transmitidas na TV Unaerp. O leitor pode ver nas
imagens abaixo como foi essa experiência.
Marcelo Guerreiro, Bruna Zanuto e professora entrevistada
João Valdevite, Bruna Zanuto, Larissa Costa e Mari Nabor
Aprovando ou não o jornalismo da Rede Globo e
gostando ou não das publicações da Editora Abril, o fato é que essas duas
empresas de comunicação são gigantes e reservam muitas dicas para os
profissionais da área e, principalmente, para os estudantes de jornalismo e/ou
recém-formados. Bom, em setembro de 2012, tive a oportunidade de conhecer um
pouco mais sobre essas empresas, ambas da cidade de São Paulo-SP.
Alunos de todos os anos do curso de Jornalismo da
Unaerp participaram dessa viagem pedagógica. Primeiro, chegamos na Editora
Abril, conhecemos uma parte do imenso edifício que, na época, trabalhavam mais
de 4 mil colaboradores, e depois tivemos uma palestra com alguns jornalistas da
editora. No final também ganhamos um exemplar do livro A Revista no Brasil.
Certificado da visita na Central Globo de Jornalismo e na Editora Abril
Depois seguimos para a Central Globo de Jornalismo
(CGJ). Pudemos conhecer os estúdios do Jornal Hoje, Jornal da Globo, Programa
do Jô, Domingão do Faustão, a redação do Globo Rural, além de topar com alguns
jornalistas famosos da casa como Ernesto Paglia e Cesar Tralli. Além disso,
também tivemos a oportunidade de conversar com alguns dos novos jornalistas,
assim como nós, que estavam participando do programa Profissão Repórter,
comandado pelo Caco Barcellos, que por poucos minutos não conseguimos conhecê-lo.
Sentamos na bancada do SPTV, que ao fundo fica a
Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, e fizemos diversas fotos. Afinal de
contas, estudante adora fazer essas coisas. Conhecemos boa parte da
infraestrutura da CGJ e pudemos compreender um pouco da dimensão de tudo
aquilo. Abaixo, tem algumas fotos dessa visita, para o leitor também conhecer um pouco mais sobre essas duas gigantes empresas de comunicação.
Antes de entrar na faculdade de jornalismo, nunca
tinha imaginado que a voz era algo que pudesse ser doado. Eu não sabia da
existência de projetos como o Grupo de
Áudio do Curso de Comunicação Social da Unaerp, que tem como objetivo a
gravação de áudio de vários livros que ainda não foram transformados em
audiobooks, promovendo, assim, a democratização da leitura junto aos
deficientes visuais.
O convite para participar desse grupo foi feito
pelo professor de Radiojornalismo Gil Santiago, em 2010. Eu, Leandro Martins e
Célia Santos decidimos fazer parte da equipe e escolhemos para gravar o livro O Xangô de Baker Street, de Jô Soares.
O livro era um pouco extenso, 352 páginas. Demoramos alguns meses para terminar.
Perdemos algumas horas de gravação, mas isso não foi empecilho para que deixássemos
de finalizar a leitura desse livro.
Leandro Martins, Célia Santos e eu
Terminada a leitura do “Xangô”, Gil Santiago pediu
para que lêssemos outro livro, chamado de Nós e os outros: histórias de diferentes culturas, de Gonçalves Dias. Não me
lembro o motivo, mas a Célia não conseguiu participar dessa leitura, que acabou
sendo feita por mim e Leandro. Essas gravações eram realizadas nos horários
vagos de aulas. A cada semestre tínhamos, pelo menos, o equivalente a duas
aulas vagas por semana e era esse precioso tempo que usávamos para participar
do projeto.
As gravações foram feitas por Henrique Falleiros e
a edição do áudio ficou por conta de Edinho Luiz. Lembro de muitas gargalhadas
durante as gravações, principalmente quando tínhamos que ler algumas expressões
com o sotaque francês de alguns personagens do livro do O Xangô. Quem nos
salvou das expressões mais difíceis foi a Célia, que com o seu jogo de cintura
tirou de letra as palavrinhas estrangeiras.
Acredito que a disciplina de Radiojornalismo foi uma das que mais me
chamou a atenção durante a faculdade. Era incrível apresentar rádio ao vivo.
Lidar com os imprevistos e improvisos, falar e imaginar que do outro lado tem
alguém muito interessado em ouvi-lo, esteja essa pessoa no carro, em casa ou no
trabalho. Confesso que dava aquele frio na barriga cada vez que escutava a
vinheta de abertura do programa Frequência Universitária, da Rádio Eldorado
(1330 AM), do qual tive a oportunidade de ser editora e repórter, mas posso
afirmar que foi uma das melhores experiências da minha carreira.
Os primeiros trabalhos no rádio foram simples: produção de boletins
informativos com, no máximo, dois minutos. Primeiro individual, depois em dupla
– no caso apresentei com a colega de turma Natalia Dovigo – e finalmente em
trio – eu, Natalia e Paula Alves, amiga querida e que passado algum tempo
descobriu que seu futuro era a faculdade de História.
Eu, durante a apresentação do Frequência Universitária
Depois de “experientes” em boletins, passamos para a produção de
radiojornal: Frequência Universitária. No início, o programa durava cerca de 30
minutos. Nós tratávamos de vários assuntos: economia, tecnologia, meio
ambiente, saúde, dicas de filme e, a minha editoria favorita, “Eu já li esse
livro”. Adorava poder comentar um pouco sobre alguns dos livros que já li. P A U S A:para os viciados em leitura,
tem uma rede social super bacana chamada Skoob,
vale a pena conhecer.
Quando produzi o primeiro programa sozinha, o Frequência não tinha
apenas 30 minutos, agora era um programa de duas horas. Foi um grande desafio selecionar
notícias e dicas interessantes para entreter o ouvinte por 120 minutos. Mas,
modéstia parte, eu e minha equipe (Camila Ruiz, Jaqueline Terra, Marília Ulian
e Mishelly Aloísio, com supervisão do professor Gil Santiago e edição de áudio
do querido Serginho Silva) fizemos um excelente programa. Ah, tem outro
detalhe, o Frequência era veiculado no horário da nossa aula, que se não me
falha a memória era de quinta-feira à noite, mas tinha uma edição extra no
sábado, que não era obrigatória a presença dos alunos. Quando eu não trabalhava
nos finais de semana – na época eu era desenhista/cadista – eu corria para a
Rádio Eldorado.
Serginho, Bruna, Gil, Marília, Jaqueline e Mishelly
Para garantirmos um bom conteúdo durante os programas, nós também preparávamos
matérias ou realizávamos entrevistas ao vivo no estúdio com um convidado. Nesse
período, tive a oportunidade de produzir três matérias de rádio com os
seguintes temas: segurançaeletrônica (de 5 minutos), transporte público para deficientes (de
4 minutos, que fiz junto com o meu amigo Leandro Martins) e Associação Arquitetos do Bem (de 3
minutos). Além disso, produzi uma matéria especial (de 10 minutos), em parceria
também com o Leandro, chamada Suave Caminho, que foi premiada na Mostra de
Prêmio Unaerp 2010, garantindo o primeiro lugar na modalidade Radiojornalismo:
matérias jornalísticas, e também foi uma das matérias selecionadas em um
concurso nacional da Rádio Cultura de São Paulo, que tinha como objetivo veicular
as melhores matérias na rádio (ZYK 520 – 1200kHz). Suave Caminho foi ao ar para
todos os paulistanos no dia 23 de outubro de 2010. Caso o leitor queira
conhecer essa história, clique aqui.
Bom, o rádio foi tão influente no período em que estive na faculdade,
que a minha monografia não poderia ser sobre outro assunto. No post Repórter Esso, o leitor vai descobrir
como eu e meu grupo escolhemos esse lendário radiojornal para ser o assunto que
iriamos pesquisar e escrever durante um ano.
Uma das apresentações do Frequência Universitária no sábado: Thiago Mariano e Bruna Zanuto
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O curso de jornalismo tem uma organização diferente
de outros cursos de ensino superior. No nosso caso, apresentamos a monografia
no terceiro ano de faculdade (conheça minha monografia, clicando aqui) e no quarto e último ano da faculdade temos um Trabalho
de Conclusão de Curso (TCC), que consiste na produção de um documentário.
A proposta da disciplina de Telejornalismo IV era a
seguinte: cada aluno tinha que produzir um pitching, que era a apresentação e a
defesa de um tema para documentário. Respirando e vivenciando a música, no
período em que trabalhei na assessoria de imprensa da Orquestra Sinfônica de
Ribeirão Preto, não teve como eu não ser influenciada. Obviamente, sugeri a
história da Orquestra como tema de um documentário. Clique aqui e veja a apresentação do meu pitching.
A sinopse que eu defendi foi a seguinte: “Cultivo da Boa Música é um documentário
que busca resgatar a história da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, a
segunda mais antiga do país, que viveu grandes momentos, mas sobreviveu também
a várias crises. A narrativa será construída através do relato dos músicos,
sendo muitos estrangeiros que atravessaram continentes pela paixão à música,
assim como o fundador da orquestra o alemão Max Bartsch, que há 74 anos
transformou o sonho em melodia”.
Bom, das 20 sugestões de documentários, quatro
seriam aprovados e produzidos. Dessa forma, os alunos poderiam escolher em
quais documentários gostariam de participar. Minha amiga Larissa Costa
apresentou um roteiro peculiar, que chamou muito a nossa atenção. Veja a seguir,
a sinopse apresentada por ela:
Capa do DVD do Projeto DOC 2012
“O documentário Os Seus vai contar a história de três personagens, que tem em comum
profissões que estão sendo extintas. ‘Santo, Zezinho, Alemão - Os Seus’ podem
ser as últimas referências de atividades manuais que estão se perdendo na cena
urbana. A produção pretende traçar um paralelo dessas mudanças sob o olhar do
calceteiro, barbeiro e alfaiate que ainda resistem na cidade”.
Eu, Larissa, Leandro Martins e Célia Santos optamos
por votar na sugestão do documentário da Larissa, que além de ser muito bacana
e diferente, exigiriam apenas três gravações, que seriam com as fontes-chaves do
nosso trabalho: o “Seu” Santo, o “Seu” Zezinho e “Seu” Alemão. O “seu” tão
usado no lugar da palavra “senhor”, foi a sacada para o nome do nosso
documentário: Os Seus. Ah, vale lembrar que para esse projeto ganhamos um integrante que foi fundamental: João Valdevite.
Documentário aprovado, partimos para elaboração do
roteiro e agendamento das entrevistas. Foram muitos dias, e noites, de
trabalho. Sem contar as longas decupagens, que para quem não sabe o que
significa é escutar e anotar tudo o que foi falado na entrevista, eu disse
TUDO. Acredito que foram cinco horas de gravação. Contamos com a supervisão das professoras Flavia Martelli e Cris Dias e edição de vídeo e captação de imagem de Marcelo Guerreiro. O documentário, modéstia parte, ficou lindo e a trilha sonora é
maravilhosa, utilizamos obras conhecidas do compositor Alberto Nepomuceno (1864-1920).
E com vocês: Os Seus
A Mostra de Documentários da Unaerp aconteceu no 2º semestre de 2012, no Teatro Bassano Vaccarini. A mostra foi divulgada na imprensa local. Veja a imagem abaixo:
Jornal Tribuna Ribeirão
Para nossa alegria, dois dos nossos entrevistados estiveram presentes na nossa apresentação. Veja abaixo, fotos da Mostra de Documentários.
Larissa Costa, Bruna Zanuto, Leandro Martins, João Valdevite e Célia Santos - apresentação do documentário Os Seus
Esposa do Seu Zezinho, Zezinho, Larissa, Seu Santo, Leandro, Célia, João e Bruna
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